quarta-feira, 7 de abril de 2010

"Toca Raul" já era...

E como se não bastasse alienar-se de várias outras maneiras, agora o quente é ouvir e frequentar ambientes de música sertaneja em pleno litoral.
Tá bom, viva a diversidade cultural. Se quem frequenta esses lugares gostasse mesmo disso eu até compreenderia melhor, afinal gosto é que nem cu, cada um tem o seu. Bem, uns tem os dos outros também... e é isso que anda acontecendo com a noite da minha cidadezinha.

Eu fico realmente muito curiosa pra saber qual é a música que os frequentadores das "baladinhas sertanejas" escutam em seus aparelhinhos de mp3, em seu computador em casa ou que tipo de música baixam pela internet... Eu tenho quase absoluta certeza de que 90% deles não ouve esse tipo de música quando está querendo ouvir algo que os agrade.
Então o que leva uma geração a unir-se num lugar desses? E daí vem o pior, o efeito Tostines. A geração sem gosto definido finge que gosta e frequenta o tal lugar, o que acaba fazendo com que outros lugares optem pelo mesmo tipo de música agradável... hum hum (desculpem, pigarro) e então comece a limitação de lugares normais pra se divertir.
Seriam os músicos os culpados? Cobram caro da casa? A casa fica na chón pagando essa exorbitância? A super banda agradável chega e se oferece por 5 cevejas e R$10,00? A casa sabe que é fácil manipular a geração Coca-Cola e descarta os músicos? A nova banda agradável então toma seu posto e sem outra opção de lazer os descamisados unidos rumam para esse novo antro?
Será q é assim???
Ou será que é bonito ser feio?
Ou seria ainda o sertanejo um tipo de rebeldia e portanto mais atraente? Tipo, "vamo ae pra ver como é que é... A gente quer ir à praia com chapéu de cowboy e cinturão sobre a sunga. O que é que tem? O super man sempre usou cinto por cima da sunga e a mulherada caía matando..."

Só pode ser uma dessas coisas.

Nao gostaria de participar de uma geração que é uma geléia de maria-vai-com-as-outras. Que o que for servido a ela seja aceito. Que se em 2012 tiver a valsa universitária, todos aprenderão a dançar valsa. Imagina o tenor cantando na ÓPERA UNIVERSITÁRIA... que jóia! E também pode ser que tenha NEW AGE UNIVERSITÁRIO, HARD CORE UNIVERSITÁRIO, TANGO UNVERSITÁRIO, FREVO UNIVERSITÁRIO. E NADA mais, pois isso também é imprescindível. É um pacote feito para todos. Se aceitar ótimo pra eles. Se não aceitar... fique em casa, levando a vida do aposentado.
Haja craft work...
E assim vai-se levando. Sem um gosto. Sem uma alegria. Sem um objetivo.

Como diria uma grande amiga:
"Tem gente que acha que é só nascer e já tá bom, é suficiente"

2 comentários:

  1. Adorei a parte que me toca. Realmente é o fim. Concordo plenamente. Eu não dúvido nada que em 2012 teremos valsa, tango ou algum ritual tribal Universítário e TODOS seguirão sem NENHUM questionamento. É fogo. Mesmo em SP já estão mais restritos os lugares. A diferente é que como tem MUITO locais, ainda podemos achar algo interessante para frequentar.

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  2. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk sem palavras!! Espero mesmo eh ver em 2014 o funk (carioca) universitario, com letras ensinando adjuntos adverbiais, aposto e vocativo!

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